
Recentemente a urologista australiana Helen O´Connell, resolveu traçar um novo perfil do órgão de sensualidade e prazer da mulher, o clitóris.
Segundo a Profª O´Connell, os livros de anatomia à disposição nos cursos de medicina não trazem uma descrição fiel do clitóris. Em 1998, ela apresentou seu estudo “A relação anatômica entre a uretra e o clitóris” no Journal of Urology, revelando descobertas surpreendentes.
Na representação tridimensional ao lado, vocês podem notar o clitóris onde parte se exterioriza e parte fica internamente, de onde partem duas estruturas paralelas em “V” invertido que, como o clitóris, são formadas de tecido erétil e se alinham com ramo ísquio-púbico (os ossos em“V” que se encaixam no selim da bicicleta).

Até aí, muitos compêndios de anatomia concordam, as diferenças começam com os bulbos vestibulares que O´Connell entende como estruturas integrantes e funcionais do clitóris, devendo ser chamados, portanto, de bulbos do clitóris.
Esses bulbos estão localizados sob os grandes lábios da vagina, nos dois lados e na altura da entrada da vagina (1). Quando a mulher é excitada, os bulbos e corpo do clitóris enchem de sangue e estufam, é intumescência clitoriana.

A Profª O´Connell provou que esses bulbos estão intimamente ligados ao clitóris por feixes nevrálgicos e vasos sangüíneos e são formados por um tecido erétil de cor mais escura que os tecidos do corpo do clitóris.
Para terminar o quebra cabeça, observe que acima da vagina tem um pequeno ponto (orifício), é o canal da uretra (2).
Demonstrou-se que, a uretra é envolta por um tecido erétil semelhante ao dos bulbos do clitóris.

Esse tecido também incha e estufa quando estimulado, o que levou a urologista a questionar se isso não seria o propalado, misterioso e nunca encontrado ponto G.